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1968: A greve geral e a revolta estudantil na França

Parte 6 - A linha centrista da OCI (2)

Por Peter Schwarz
17 de outubro de 2008

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Publicado originalmente em inglês no WSWS em 5 de setembro de 2008.

Este é o sexto em uma série de artigos sobre os eventos de maio/junho de 1968 na França. A parte 1, publicada em 28 de maio, aborda o desenvolvimento da revolta estudantil e da greve geral até seu ápice ao final de maio. A parte 2, publicada em 29 de maio, examina como o Partido Comunista (PCF) e sua central sindical associada, a CGT, permitiram que o Presidente Charles de Gaulle retomasse o controle. As partes 3 e 4, publicadas em 5 e 7 de julho, examinam o papel dos pablistas; as partes 5, 6, 7 e 8 examinam a Organization Communiste Internationaliste (OCI) de Pierre Lambert.

A palavra de ordem de “comitê central de greve”

Em 1935, Leon Trotsky propôs a palavra de ordem de “comitês de ação” aos seus apoiadores franceses. Na época, se desenvolvia uma rápida radicalização da classe trabalhadora, que era, porém, largamente influenciada pela Frente Popular, uma aliança anti-revolucionária de stalinistas, social-democratas e radicais burgueses. Sob tais circunstâncias, Trotsky considerava os comitês de ação como meios de enfraquecer a influência da Frente Popular sobre as massas, encorajando sua iniciativa independente. “A liderança da Frente Popular precisa ser o reflexo direto e imediato da vontade das massas em luta. Como? De maneira bem simples: através de eleições”, escreveu. “Cada duzentos, quinhentos ou mil cidadãos aderindo em uma dada cidade, distrito, fábrica, quartel e vila à Frente Popular, em tempos de ação e luta, elegem seu representante no comitê de ação local. Todos os que participam da luta estão sob a disciplina do comitê de ação.” [14]

A palavra de ordem do “comitê central de greve”, centro da intervenção da OCI em 1968, derivava da proposta de Trotsky. As declarações da OCI contêm um número de formulações recortadas dos textos de Trotsky. Mas, como no caso da tática da frente única, a OCI excluiu desse slogan qualquer conteúdo revolucionário.

Muitas de suas declarações se limitavam a uma enumeração burocraticamente precisa dos diferentes níveis da estrutura hierárquica, sobre a qual o comitê nacional de greve deveria se basear. Um típico exemplo é a declaração intitulada “Sim, Os Trabalhadores Podem Vencer: Vamos Forjar a Arma da Vitória — O COMITÊ CENTRAL DE GREVE!” Ela foi publicada em 23 de maio e distribuída amplamente durante a greve geral como uma edição especial do Informations Ouvrières.

A declaração contém os dizeres: “Como pode o movimento geral dos trabalhadores e da juventude unir-se em uma única, invencível e vitoriosa força? Existe apenas uma resposta: A organização de comitês de greve locais em comitês de greve inter-categorias; ao nível departamental, delegados devem criar comitês de greve inter-categorias departamentais e regionais. Ao nível nacional, a federação dos comitês de greve e de organizações dos trabalhadores precisa estabelecer um comitê central de greve.

“Todo ativista que integra um comitê de greve, todo trabalhador que faz parte de um piquete precisa tomar iniciativa de tal maneira. A liderança e as decisões das amplas massas do movimento da classe precisam ser unificadas nos comitês de greve inter-categorias, que emergiram dos comitês de greve das companhias. Os encontros de grevistas dentro das companhias e os encontros de todos os grevistas numa localização específica precisam constituir o poder de decisão coletivo.”

Não apenas a linguagem, como também o conteúdo dessa declaração tem mais em comum com a mentalidade burocrática de um contador do que com o espírito de luta do trabalhador revolucionário. Seu objetivo é superar as divisões entre os aparatos burocráticos mutuamente hostis, e não liberar os trabalhadores de todos os aparatos burocráticos. Se Trotsky escrevera que o comitê de ação é “o único meio de quebrar a oposição anti-revolucionária dos aparatos partidários e sindicais”, para a OCI, o comitê central de greve era definido como a “mais alta expressão da frente única dos sindicatos e partidos dos trabalhadores”.

Trotsky considerava os comitês de ação como fóruns de debate e luta política: “Em relação aos partidos, os comitês de ação podem ser chamados de parlamento revolucionário: os partidos não estão excluídos, pelo contrário, estão necessariamente pressupostos; ao mesmo tempo são testados em ação e as massas aprendem a livrar-se da influência dos partidos apodrecidos”.

Para a OCI, o comitê central de greve servia para estabelecer a “unidade” de trabalhadores com os sindicatos e partidos apodrecidos.

A OCI, inclusive, se absteve de ligar a palavra de ordem dos comitês de greve com um programa de reivindicações transitórias. Para a OCI, o comitê de greve era o programa, como clarifica o seguinte parágrafo do livro escrito por de Massot: “Como podemos ver, em ligação com a questão do comitê central de greve está o destino da própria greve geral. O comitê unifica organizacionalmente — isto é, no mais alto nível político — todos os aspectos de uma organização que corresponde às necessidades do movimento: o aspecto da definição dos objetivos básicos da greve geral e suas conseqüências políticas, os aspectos da unificação da greve, os aspectos da realização da frente única dos trabalhadores...” [15]

A passagem “organizacionalmente — isto é, no mais alto nível político” expressa, claramente, a perspectiva centrista da OCI. Para os marxistas, as maiores questões políticas são questões de perspectiva. Para os centristas, são questões organizacionais. Mas, como mostraram a greve geral de 1968 e outras inúmeras experiências do movimento internacional dos trabalhadores, o chamado pela unidade organizacional não pode fornecer uma resposta às complexas questões da transformação socialista da sociedade. Isso requer uma perspectiva política e uma clara demarcação em relação à burguesia e suas agências reformistas e centristas.

As concepções da OCI são fortes reminiscências daquelas de Marceau Pivert, um notório centrista que Trotsky atacou explicitamente em seu artigo sobre os comitês de ação. “Não importa o quanto os centristas discursem sobre as ‘massas’”, escreveu Trotsky, “eles sempre se orientam pelo aparato reformista. Repetindo este ou aquele slogan revolucionário, Marceau Pivert o subordina ao princípio abstrato da ‘unidade organizacional’, que na prática se torna unidade dos patriotas contra os revolucionários. Num momento em que é uma questão de vida ou morte para as massas esmagar a oposição dos aparatos social-patriotas unidos, os centristas de esquerda consideram a ‘unidade’ desses aparatos um ‘bem’ absoluto que permanece acima dos interesses da luta revolucionária”.

Trotsky concluiu sua análise esclarecendo, mais uma vez, sua concepção a respeito dos comitês de ação: “Comitês de Ação serão construídos somente por aqueles que entendem, até o fim, a necessidade de libertar as massas da liderança traidora dos social-patriotas. A condição para a vitória do proletariado é a liquidação da atual liderança. A palavra de ordem de ‘unidade’ se torna, sob essas condições, não apenas uma estupidez, mas um crime. Nenhuma unidade com os agentes do imperialismo francês e da Liga das Nações. À sua pérfida liderança é necessário contrapor os Comitês de Ação revolucionários. Só se pode construir esses comitês pela impiedosa exposição das políticas anti-revolucionárias da assim chamada ‘esquerda revolucionária’ encabeçada por Marceau Pivert” [Ênfase no original].

A OCI durante a greve geral

Embora as forças da OCI fossem relativamente modestas em 1968, elas ainda eram mais poderosas que aquelas dos pablistas. A OCI tinha sua própria organização estudantil, a Fédération des Etudiants Révolutionnaires (FER) e, diferentemente dos pablistas, também possuía simpatizantes em diversas fábricas.

A FER rejeitava as concepções dos pablistas e da Nova Esquerda, que atribuíam o papel de “vanguarda revolucionária” aos estudantes e apoiavam acriticamente as aventuras estudantis. A FER lutava por uma orientação para a classe trabalhadora e ganhou, por isso, inúmeros novos membros.

Mas essa orientação era baseada em fundamentos centristas, permanecendo limitada a iniciativas organizacionais. Agia dentro dos limites da sua política de “frente única”, isto é, sua atuação consistia principalmente em apelos aos sindicatos para que chamassem grandes manifestações unificadas de trabalhadores e jovens, junto com apelos por um comitê central de greve. A FER não conduziu uma ofensiva sistemática contra a política dos stalinistas e social-democratas, nem contra as teorias da Nova Esquerda — o que teria sido decisivo nas universidades, o terreno de reprodução da ideologia burguesa.

Em seu livro, de Massot descreve a intervenção da FER num encontro organizado pela Jeunesse Communiste Révolutionnaire (JCR) pablista, em 8 de maio, no Mutualité de Paris durante as batalhas de rua no Quartier Latin. Um orador da JCR foi aplaudido pelo anarquista Daniel Cohn-Bendit. Continuou sua fala opondo-se a uma clarificação da linha política, afirmando que isso dividiria o movimento. Em vez disso, insistia o orador, tratava-se de encontrar tópicos sobre os quais todos poderiam concordar. “Na ausência de um partido revolucionário, os verdadeiros revolucionários são aqueles que lutam contra a polícia”, declarou o porta-voz da JCR.

Essa posição não era compartilhada pelos representantes da FER, que propuseram a concentração de todos os esforços estudantis na implementação da palavra de ordem “por uma manifestação central dos trabalhadores e da juventude”. A luta precisava ser “expandida, coordenada e organizada através da construção de comitês de greve e um comitê nacional de greve, apoiado pela UNEF [a principal organização estudantil]”, argumentou a FER. Dois dias depois, ela realizou seu próprio encontro, sob a palavra de ordem “500.000 trabalhadores ao Quartier Latin”. Dezenas de milhares de panfletos com esse slogan foram distribuídos nas fábricas. [16]

Alguns dias depois, em 13 de maio, os sindicatos foram forçados a chamar uma greve geral de um dia, além de manifestações conjuntas de trabalhadores e estudantes, que participaram aos milhões. O movimento estava saindo do controle dos sindicatos. Nos dias seguintes, a greve geral se espalhou por todo o país, com uma onda de ocupações de fábrica encorpada por dezenas de milhares de trabalhadores, paralisando completamente a França.

Mas a OCI e a FER mantiveram sua orientação sindicalista. Eles agora se focavam inteiramente na reivindicação de um comitê nacional de greve. Em 13 de maio, a OCI publicou um panfleto — em seu próprio nome, excepcionalmente — que nos dias subseqüentes foi distribuído nas fábricas aos milhares.

O panfleto tinha por volta de vinte linhas de texto e evitava fazer uma única declaração política. Consistia numa coleção de clichês vazios (“A luta começou”, “Vida longa à unidade”, “Vitória”, “Adiante”, “Trabalhadores e estudantes unidos, podemos vencer”) e slogans gerais (“Abaixo com de Gaulle”, “Abaixo com o estado policial”).

Como se o tom não fosse estridente o bastante, a maior parte do texto foi diagramada em letras maiúsculas e negrito. O panfleto culminava com as palavras: “Trabalhadores da Renault, Panhard, S.N.E.C.M.A., trabalhadores em todas as fábricas, escritórios, oficinas — a vitória depende de nós. Precisamos parar o trabalho, fazer manifestações, eleger nossos comitês de greve”.

Não houve qualquer tentativa de analisar a nova situação, formular tarefas políticas ou explicá-las aos trabalhadores. Confrontada com uma situação revolucionária em rápido desenvolvimento, tudo o que a OCI podia oferecer eram chamados gerais pela ação conjunta. Nem uma palavra sobre o papel do Partido Comunista e da FGDS de Mitterrand; nenhum aviso sobre o papel traidor da burocracia sindical; nem uma sílaba sobre a questão de um governo dos trabalhadores.

Duas semanas depois, em 27 de maio, trabalhadores em greve rejeitaram o acordo de Grenelle, negociado pelo governo, associações de empregadores e sindicatos. A questão do poder estava posta abertamente.

De Massot é claro quanto a isso. Escreveu: “Todos ao mesmo tempo, os milhões de grevistas abalaram o aparato estatal. Os planos cuidadosamente arquitetados pelo governo, empresas e líderes do movimento dos trabalhadores foram postos de lado... Agora, a questão do poder vem à tona diretamente... Para suprir as reivindicações da greve geral, o governo precisa ser afastado.” [17]

Enquanto isso, a OCI seguia na rabeira dos acontecimentos. Num panfleto emitido sob os auspícios do Comités d’alliance ouvrière (Comitês da aliança dos trabalhadores), distribuído em grandes quantidades, nada foi dito sobre a questão do governo.

“Não assine!” repetia cinco vezes o panfleto, em letras maiúsculas e negrito, ao longo de meia página. Qualquer discussão em torno de assinar o acordo de Grenelle naquele momento era, em todo caso, fútil. Depois da recepção hostil que o chefe da CGT Georges Séguy recebeu dos trabalhadores da Renault, o sindicato havia recuado.

O panfleto da OCI culminava com a reivindicação: “Líderes da CGT, CGT-FO, FEN [principais federações sindicais]: Vocês precisam estabelecer a frente única de classe com a UNEF, contra o governo e o estado”.

No mesmo dia, um encontro gigante do reformista PSU (Partido Socialista Unificado), UNEF e o sindicato CFDT ocorreu no estádio Charléty, de Paris, com o propósito de pavimentar o caminho para um governo burguês interino sob Pierre Mendès-France. De Massot descreve esse encontro como um “carnaval de ambigüidades” que preparou “uma operação política de dois gumes”.

“Em primeiro lugar”, disse ele, “o objetivo é ‘reconquistar’ a parte combativa da greve geral, particularmente a juventude, sobre a qual o stalinismo perdeu o controle... além disso, em conexão direta com o primeiro objetivo, o terreno precisa ser preparado para uma solução burguesa para a crise governamental. Mendès-France... é apresentado como o homem do momento...” [18]

Mas aqui também a OCI se adaptou, apesar de possuir ampla oportunidade de tornar visível o seu ponto de vista. Pierre Lambert apareceu como orador no Charléty. Falou a 50.000 estudantes e trabalhadores presentes — não em seu cargo de líder da OCI, mas como um sindicalista, em nome da “comissão sindical dos empregados e quadros da seguridade social da Force Ouvrière”, para a qual ele trabalhava.

Ele declarou “que a batalha crucial está se aproximando; que a greve geral colocou a questão do governo no primeiro plano; que o governo de Gaulle e Pompidou não pode suprir as reivindicações dos grevistas”. A partir do relatório escrito por de Massot, nos parece que Lambert falhou em avisar dos perigos de um governo burguês interino ou falar da questão de um governo dos trabalhadores. [19]

Enquanto isso, nas ruas, o chamado ressoava por um “governo popular”. As reivindicações dos trabalhadores eram claramente mais avançadas que as de Lambert.

De Massot escreve: “Manifestações ocorrem em 27 de maio por toda a França, onde as implicações do ‘Não assine!’ são traduzidas em termos políticos, referindo-se ao governo e ao estado... ‘Por um governo popular!’ entoam os manifestantes, expressando o fato de que querem um governo que irá responder aos objetivos da greve geral. ‘De Gaulle precisa renunciar’, ‘Abaixo com de Gaulle’ gritam em toda parte as dezenas de milhares de pessoas, mostrando claramente que o que está em jogo é o destino do regime.” [20]

A OCI não fez qualquer tentativa de preencher com conteúdo político a chamada pelo “governo popular”. Acima de tudo, não explicou quem deveria formar tal governo e qual deveria ser seu programa político. Isso permitiu que os stalinistas do PCF e CGT levantassem, eles próprios, a palavra de ordem do “governo popular”, apesar de nunca terem contemplado tomar o poder. Nos bastidores, negociavam com Mitterrand sobre sua participação num governo burguês interino.

Como foi explicado na parte 4 desta série, a reivindicação de um governo do PCF e CGT teria tido grande significância política nesse momento. Teria interrompido as manobras dos líderes stalinistas e intensificado o conflito entre eles e a classe trabalhadora.

Trotsky havia sugerido tal tática no “Programa de Transição”. Baseando-se nas experiências dos bolcheviques no decurso da Revolução Russa, ele escreveu: “A reivindicação dos Bolcheviques, destinada aos Mencheviques e SRs: ‘Rompam com a burguesia, tomem o poder em suas próprias mãos!’ teve para as massas um tremendo significado educacional. A má-vontade obstinada dos Mencheviques e SRs de tomar o poder, tão dramaticamente exposta durante os Dias de Julho, definitivamente os condenou diante da opinião das massas e preparou a vitória dos bolcheviques.” [21]

A OCI jamais levantou tal reivindicação. Em vez disso, apoiou acriticamente a duplicidade dos stalinistas e a grande manifestação da CGT de 29 de maio, que ocorreu sob a palavra de ordem “Por um governo popular”.

A OCI atacou a UNEF e a CFDT por não terem integrado a manifestação (em razão da recusa da CGT em condenar a expulsão de Daniel Cohn-Bendit da França). Em retrospectiva, a OCI afirmou que uma manifestação conjunta de todos os sindicatos, independentemente dos objetivos da CGT, haveria automaticamente aberto o caminho para um governo dos trabalhadores. “Uniformemente, com a organização de todos os organismos sindicais, isto teria aberto o caminho para um governo baseado na greve geral, nas organizações dos trabalhadores”, escreveu de Massot. [22]

O panfleto impresso pelo Comités d’alliance ouvrière na manifestação de 29 de maio igualava o “comitê de greve central e nacional” convocado pela OCI com um governo dos trabalhadores: “É o único governo, o governo dos trabalhadores, que pode suprir as reivindicações dos trabalhadores, estudantes, fazendeiros e jovens” declarava o panfleto. [23]

Considerava a OCI o comitê de greve como um tipo de conselho ou soviet, sobre o qual um governo dos trabalhadores poderia se sustentar? As formulações usadas no panfleto sugerem isso. Mas esse permanece um exemplo isolado. A OCI não estava decidida, visivelmente, sobre essa questão.

Além disso, comitês de greve e conselhos de trabalhadores não resolvem o problema da liderança revolucionária. Eles são a arena onde a luta política contra o stalinismo pode se dar, mas não são um substituto dessa luta. O panfleto da OCI, porém, não continha uma única crítica sobre o PCF e a CGT. Eles sequer eram mencionados.

Um dia após a manifestação da CGT, que somente em Paris teve mais de meio milhão de pessoas nas ruas, o presidente de Gaulle falou à nação pelo rádio e anunciou a dissolução do parlamento. O PCF e CGT deram boas-vindas ao anúncio de novas eleições e prometeram assegurar sua conduta ordeira, o que equivalia a um chamado para que a greve geral fosse abandonada.

A OCI reagiu com a reivindicação de continuidade da greve e apelos aos sindicatos: “Tudo depende de nossa resposta imediata! Tudo depende do chamado vindo dos quartéis dos sindicatos e partidos dos trabalhadores! A greve geral derrotará o estado policial.” [24]

Esta continuou sendo a linha política da OCI nos dias seguintes: apelos por unidade, pela continuidade da luta e contra o recuo eram destinados aos mesmos sindicatos e partidos que sufocavam a greve geral.

Em 12 de junho, o ministro do interior baniu a OCI, junto com uma dúzia de outras organizações, incluindo as organizações dos estudantes e jovens da OCI.

Continua

Notas:
14. Esta e as seguintes notas sobre Trotsky, exceta outras indicadas, referem-se a: Leon Trotsky, “Committees of Action—Not People’s Front” (November 26, 1935).
15. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 123
16. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 48
17. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 188
18. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 195
19. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, pp. 196-197 20. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 197
21. Leon Trotsky, O Progama de Transição.
22. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 203
23. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 304
24. François de Massot, “La grève générale (Mai-Juin 1968)”, p. 248

 



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